Para Sentir

“Só devemos dizer aquilo que o coração pode testificar mediante atos sinceros, porque, de outra forma, as afirmações são simples ruído sonoro de uma caixa vazia.”

Texto extraído do livro BOA NOVA, Lição 10 – O Perdão - Psicografia de Francisco Cândido Xavier, por Humberto de Campos

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Usar e Abusar

Alguém já disse que Deus criou os homens, oferecendo-lhes as ferramentas com que possam construir, por si mesmos, os caminhos da própria evolução. Esses recursos são aqueles de que todos dispomos, quando na Terra, a fim de realizar o nosso aperfeiçoamento individual e empreender a conquista da nossa própria felicidade.

Usar e não abusar de semelhantes concessões são as alavancas simbólicas que se nos fazem necessárias ao equilíbrio.
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Recorramos aos ensinamentos vivos da Natureza.
O homem dispõe do arado para o amanho do solo, não para investir contra a existência dos outros. Conta com o auxílio da tesoura, a fim de cortar, construtivamente, não para ferir a quem quer que seja.
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Ocorre o mesmo quanto ao corpo físico que nos serve no mundo por temporária morada.
A criatura usufrui das energias mentais de modo a criar o bem, não para planear o mal.
Possui o mecanismo da voz com o objeto de falar educando e construindo, não para suscitar a perturbação e o sofrimento nas sendas alheias.
Detém o prodígio dos olhos para ver e discernir, não a fim de vasculhar os detritos e amargores que, porventura,
se mostrem na estrada de alguém.
Carrega o estômago por auxiliar da própria sustentação, não para recheá-lo com alimentos desnecessários, estabelecendo desequilíbrios no campo orgânico.
Todas as possibilidades da existência são concedidas ou emprestadas por Deus à pessoa humana, habilitando-a a promover a solução de suas próprias necessidades, mas não armando-a para lesar os interesses e os sentimentos de pessoa nenhuma.
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Em síntese, o Criador estabelece os meios de elevação, em auxílio a todos na aprendizagem da escola terrestre.
Por isso mesmo, usar as concessões do Senhor ou abusar delas significa problema pertinente a cada um.
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Escolhas são opções.
Decerto, por esse motivo, resumindo as leis do Universo que nos governam em toda parte, asseveram as informações
de procedência divina que, nos caminhos da vida, "a cada um de nós será dado, conforme as nossas próprias obras".

(De "Confia e segue", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 5 de março de 2021

Julgamentos

 

Essencialmente, tudo aquilo que decretamos ou sentenciamos tornar-se-á nossa "real medida": como iremos viver com nós mesmos e com os outros.
O ser humano é um verdadeiro campo magnético, atraindo pessoas e situações, as quais se sintonizam amorosamente com seu mundo mental, ou mesmo de forma antipática com sua maneira de ser. Dessa forma, nossas afirmações prescreverão as águas por onde a embarcação de nossa vida deverá navegar.
Com freqüência, escolhemos, avaliamos e emitimos opiniões e, consequentemente, atraímos tudo aquilo que irradiamos.
A psicologia diz que uma parte considerável desses pensamentos e experiências, os quais usamos para julgar e emitir pareceres, acontece de modo automático, ou seja, através de mecanismos não perceptíveis.
É quase inconsciente para a nossa casa mental o que escolhemos ou opinamos, pois, sem nos darmos conta, acreditamos estar usando o nosso "arbítrio", mas, na verdade, estamos optando por um julgamento pré determinado e estabelecido por "arquivos que registram tudo o que nos ensinaram a respeito do que deveríamos fazer ou não, sobre tudo que é errado ou certo.
Poder-se-á dizer que um comportamento é completamente livre para eleger um conceito eficaz somente quando as decisões não estão confinadas a padrões mentais rígidos e inflexíveis, não estão estruturadas em conceitos preconceituosos e não estão alicerçadas em idéias ou situações semelhantes que foram vivenciadas no passado.
Nossos julgamentos serão sempre os motivos de nossa liberdade ou de nossa prisão no processo de desenvolvimento e crescimento espiritual.

 

(do livro "Renovando Atitudes", por Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto)

 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

 Acalma os anseios de mudanças constantes. Deus te colocou no melhor lugar para o teu progresso moral e espiritual. O lar que tens, o trabalho em que te encontras, a cidade onde resides, são oportunidades de treinamento para a tua evolução. "Pedra que rola não cria limo" - afirma o brocardo popular. Quem sempre está de mudança não amadurece nem realiza bem coisa alguma. Cumpre a tarefa onde estejas, e, no momento próprio, após acurada meditação, toma o teu rumo definitivo.


(Joanna de Ângelis, in Vida Feliz)

 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Coerência e Firmeza

 

Comporta-te com a mesma firmeza e dignidade, quando a sós ou na multidão, no lar ou fora dele.

O homem de bem é sempre o mesmo, não possuindo duas faces morais.

Trabalhando-te interiormente, fixarás os ideais de enobrecimento nos atos, que se exteriorizarão, sempre iguais, nas mais variadas situações.

O homem consciente das suas responsabilidades tem uma só conduta, seja na vida privada ou na pública, caracterizando-se pela retidão, que lhe expressa a grandeza do ideal esposado.

Se adquires o hábito da dissimulação, em breve derraparás na hipocrisia e na pusilanimidade.

Exercitando-te na concentração dos pensamentos superiores, eles fluirão pelos teus atos no lar, no serviço e nas horas de recreio.

O lar é a sociedade miniaturizada nas fronteiras domésticas.

Aí se forjam os valores indispensáveis para o crescimento intelecto-moral do indivíduo, preparando-o para o mundo.

 

*

 

Sê refratário à lisonja.

Prefere uma verdade ácida a uma mentira adocicada.

O lisonjeador é desonesto com aquele a quem elogia.

Interrompe-lhe a insinuação perturbadora, que te atribui valores que não possuis.

Sê, então, coerente, em todos os atos, não amparando o vício, nem passando recibo em favor da fraude, das posturas reprocháveis.

Talvez não mudes o mundo.

Se, no entanto, te tornares melhor, o mundo se terá renovado com disposições superiores para o fanal da fraternidade e da paz.


(texto nº 38 do livro Episódios Diários de Divaldo P. Franco e Joanna de Ângelis)

Siga Feliz

 

Viva em paz com a sua consciência.
Sempre que você se compare com alguém, evite orgulho e desprezo, reconhecendo que em todos os lugares existem criaturas, acima ou
abaixo de sua posição. Consagre-se ao trabalho que abraçou
realizando com ele o melhor que você possa, no apoio ao bem comum.
Trate o seu corpo na condição de primoroso instrumento, ao qual
se deve a maior atenção no desempenho da própria tarefa.
Ainda que se veja sob graves ofensas, não guarde ressentimento,
observando que somos todos, os espíritos em evolução na Terra,
suscetíveis de errar.
Cultive sinceridade com bondade para que a franqueza agressiva
não lhe estrague belos momentos no mundo. Procure companhias que
lhe possam doar melhoria de espírito e nobreza de sentimentos.
Converse humanizando ou elevando aquilo que se fala.
Não exija da vida aquilo que a vida ainda não lhe deu, mas siga
em frente no esforço de merecer a realização dos seus ideais.
E, trabalhando e servindo sempre você obterá prodígios, no tempo,
com a bênção de Deus.


(André Luiz - psicografado por Chico Xavier em 17/01/77)

 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

A Mágoa

 

À semelhança de ácido que corrói a superfície na qual se encontra, a mágoa desgasta, a pouco e pouco, as peças delicadas das engrenagens orgânicas do homem, destrambelhando-lhe os equipamentos muito delicados da organização psíquica.

A mágoa é conselheira impiedosa e artesã de males cujos efeitos são imprevisíveis.

Penetra no âmago do ser e envenena-o, impedindo-lhe o recebimento dos socorros do otimismo, da esperança e da boa vontade em relação aos fatores que o maceram.

Instalando-se, arma a sua vítima de impiedade e rancor, levando-a a atitudes desesperadas, desde que lhe satisfaça a programação vil.

Exala amargura e desconforto, expulsando as pessoas que intentam contribuir para a mudança de estado, graças às altas cargas vibratórias negativas, que exteriorizam mau humor e azedume.

 

*

 

Quem acumula mágoas, coleciona lixo mental.

Reage às tentativas de alojamento da mágoa nos teus sentimentos.

Não estás, no mundo, por acaso, antes, com  finalidades adredemente estabelecidas que deves atender.

Acompanha a marcha do Sol, e enriquece-te de luz, não mergulhando na sombra dos ressentimentos destrutivos.

Sorri ante o infortúnio, agradecendo a oportunidade de superá-lo através dos valores éticos e educativos que já possuis, poupando-te à consumpção de que é portadora a mágoa.


(texto nº 22 do livro Episódios Diários de Divaldo P. Franco e espírito Joanna de Ângelis)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Não Lamente!

Você foi injustiçado no passado?  

Esqueça! Levante-se! Caminhe!  

Não adianta ficar lamentando o leite derramado. 

Enquanto você lamenta, o tempo vai passando, e sua vida fica parada.  

Não queira ser eterna vítima, para atrair a compaixão e o consolo dos outros. 

Assim você não atrai ninguém. 

Pelo contrário: perde até os amigos. 

Seja inteligente!  Aceite os desafios. 

Reconstrua sua vida. 

Vencer não é passar pela vida sem ter obstáculos, mas superar os obstáculos. 

Não desanime. 

Cada manhã é nova esperança.


(P. Luis Cechinato)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Ante a Calúnia

  

É inevitável ser vítima da calúnia, que faz parte do orçamento moral de muitas pessoas, a fim de ser apresentada no mercado da leviandade humana.

Muitos se comprazem em urdi-la e desferi-la, por inveja, ciúme ou, simplesmente, por doença moral.

Outros se encarregam de divulgá-la, alegrando-se em fazê-lo, porque também atormentados.

 

*

 

Não sintonizes com aqueles que vivem nessa faixa.

Igualmente não te permitas atingir pelas farpas caluniosas que te arrojam.

Vive de tal forma, que o caluniador fique desmoralizado por falta de provas.

Cada dia é lição que se transforma em vida, ao longo do teu caminho eterno.

Diariamente surgem episódios de calúnia, intentando alcançar alguém.

Assim, perdoa o caluniador. Ele não fugirá de si mesmo.

 

*

 

Contam que uma caluniadora buscou o seu confessor e narrou, arrependida, a sua insensatez.

Pedindo a absolvição para o triste delito, perguntou ao ouvinte atento qual era a sua penitência.

Aquele reflexionou e pediu-lhe que fosse ao lar e trouxesse uma almofada de plumas, subisse à torre da igreja e dali as espalhasse ao vento com máximo cuidado, e, após, viesse receber a competente liberação.

Tão logo terminou de fazê-lo, a confessa retornou e perguntou:

— E agora?

— Volta lá — respondeu o sacerdote — recolhe todas as plumas e refaze a almofada.

A calúnia são plumas ao vento que vão sempre adiante para a amargura do caluniador.


(texto nº 30 do livro Episódios Diários de Divaldo P. Franco e espirito Joanna de Ângelis)

sábado, 13 de fevereiro de 2021

A Vivência

Nós somos todos enfermos e poucos têm vontade de curar-se.

Alegam a cruz pesada nos ombros, porém, permanecem parados, e aí ela pesa mais.

O movimento é princípio de libertação.
Andemos com os nossos fardos sem reclamar, que eles se tornarão leves. Mesmo que as dores nos imobilizem em cima de um catre, mostremos fortaleza espiritual e deixemos, nas nossas conversações, transparecer o amor e a gratidão por todos os que estão nos ajudando a melhorar.
A dor, os problemas, enfim, todos os tipos de infortúnios, vêm nos provar o que aprendemos.

Estamos constantemente com a cabeça cheia de teorias de todas as formas. Estamos com os ouvidos carregados de conceitos e com a consciência amontoando um celeiro de advertências.

Entretanto, esquecemo-nos da melhor parte: A VIVÊNCIA.
E quando ela demora a aparecer, surge na pauta da nossa vida a dor, com inúmeras modalidades, para que despertemos o jovem dentro do ancião.

 

"Cirurgia Moral" -  Lancellin/João Nunes Maia

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Necessário e Dispensável

 

O consumismo atual responde por muitos problemas.

As indústrias do supérfluo apresentam no mercado da vacuidade um sem-número de produtos desnecessários, que aturdem os indivíduos.

Estimulados pela propaganda bem elaborada, desejam comprar, mesmo sem poder, o que vêem, o que lhes é apresentado, numa volúpia crescente.

Objetos e máquinas que são o último modelo, em pouco tempo passam para o penúltimo lugar, até ficarem esquecidos em armários ou depósitos de coisas sem valor.

No entanto, se não fossem adquiridos, naquela ocasião, a vida perderia o sentido para quem os não comprasse.

Consumismo é fantasia, transferência do necessário para o secundário.

O consumidor que não reflete antes de adquirir, termina consumido pelas dívidas que o atormentam.

 

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Muita gente faz compras, por mecanismos de evasão.

Insatisfeitas consigo mesmas, fogem adquirindo coisas mortas, e mais se perturbando.

Enquanto grande número de indivíduos se afogam no oceano do supérfluo, multidões inteiras não possuem o indispensável para uma vida digna.

Abarrotados, uns, com coisas nenhumas, e outros vitimados por terrível escassez.

São os paradoxos do século e do comportamento materialista-utilitarista da atualidade.

 

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Confere a necessidade legítima, antes de te permitires o consumismo.

Coisas de fora não equacionam estados íntimos. Distraem a tensão por um momento, sem que operem real modificação interior.

Quando o excesso te visite, reparte-o com a escassez ao teu lado.

Controla e dirige a tua vontade, a fim de não seres uma vítima a mais do tormento consumista.

 

(texto nª 25 do livro Episódios Diários de Divaldo P. Franco e o espírito Joanna de Ângelis)